Há muito
tempo que sinto dores pelo corpo. Algumas fortes, outras fracas... mas dores.
Sempre interpretei como um aviso de que algo estava fora do lugar, maltratada ou irregular, como queiram. Mais jovens,
passamos incólumes pelos “avisos” do corpo. Mais velhos, passamos crentes pelos
“sinais” da idade. Mas crentes como? Acreditando no “diagnóstico” de um médico.
Aquele que gastou tanto para se formar e que agora tem que “ressarcir” o
“investimento na carreira” e pagar CRM, aquele órgão criado para arrecadar um
dinheirinho para dizer que o profissional é formado, apesar do profissional ter
sido formado.
Tudo isto é para dizer do meu inconformismo com
as decisões de “especialistas”. Quando as pessoas são de classe especial –
ricos, famosos e autoridades – o câncer pode ser tratado de maneira não
invasiva e não agressiva (não deformando a pessoa para “extirpar” a causa).
Quando as pessoas são pessoas, o câncer TEM que ser extirpado por cirurgias
deformantes e sofridas. Os ricos, famosos e autoridades pagam a vista o
procedimento. Quando as pessoas são simples pessoas, o SUS paga, barato mas
paga, e o médico não vai deixar de “valorizar” a sua “operação” para “extirpar”
a causa e faturar. As vezes até mais de uma “operação”, com relatório e “nota
fiscal” para o SUS. Depois, o “operado / curado” que se vire. E os parentes
dele, o agraciado pela ação do médico SUS, sofrendo junto... e muito...
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