segunda-feira, 25 de junho de 2012

MÉDICOS & CÂNCER


Há muito tempo que sinto dores pelo corpo. Algumas fortes, outras fracas... mas dores. Sempre interpretei como um aviso de que algo estava fora do lugar, maltratada ou  irregular, como queiram. Mais jovens, passamos incólumes pelos “avisos” do corpo. Mais velhos, passamos crentes pelos “sinais” da idade. Mas crentes como? Acreditando no “diagnóstico” de um médico. Aquele que gastou tanto para se formar e que agora tem que “ressarcir” o “investimento na carreira” e pagar CRM, aquele órgão criado para arrecadar um dinheirinho para dizer que o profissional é formado, apesar do profissional ter sido formado.  
Tudo isto é para dizer do meu inconformismo com as decisões de “especialistas”. Quando as pessoas são de classe especial – ricos, famosos e autoridades – o câncer pode ser tratado de maneira não invasiva e não agressiva (não deformando a pessoa para “extirpar” a causa). Quando as pessoas são pessoas, o câncer TEM que ser extirpado por cirurgias deformantes e sofridas. Os ricos, famosos e autoridades pagam a vista o procedimento. Quando as pessoas são simples pessoas, o SUS paga, barato mas paga, e o médico não vai deixar de “valorizar” a sua “operação” para “extirpar” a causa e faturar. As vezes até mais de uma “operação”, com relatório e “nota fiscal” para o SUS. Depois, o “operado / curado” que se vire. E os parentes dele, o agraciado pela ação do médico SUS, sofrendo junto... e muito...

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